terça-feira, 30 de agosto de 2016

Escoteiros em Canavieiras no Início da Segunda Metade do Século XX

Grupo de Escoteiros no Início da Segunda Metade do
 Século XX em Canavieiras - Foto de Arquivo Pessoal


Os escoteiros, em Canavieiras, surgiram em meados do século passado, especificamente no início da década de cinquenta, quando a cidade ainda era e estava no auge da fase áurea do cacau, com a cidade repleta de empresas especializadas na compra de cacau para exportação.

As suas atividades principais, na época, era o ensinamento de moral e cívica, a participação constante em atividades sociais, participação em paradas e eventos em datas comemorativas e fazer acampamentos, quase sempre nos arredores da cidade.


Escoteiros no Início da Segunda Metade do Século
 XX emCanavieiras - Foto de Arquivo Pessoal


Entre as suas outras atividades estava a de fazer longas caminhadas a pé, como certa vez fizeram indo até a cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, atravessando pântanos, rios e enfrentando animais dito com selvagens, mas não tão selvagens assim. Que o diga a preguiça que foi morta por eles, amedrontados com o mato a se mexer.

Também existia, para se contrapor aos escoteiros, as bandeirantes, grupos de moças e senhoras, quase todas envolvidas com grupos políticos, cuja existência durou pouco, terminando lentamente, por motivos óbvios, logo após ao golpe militar de 1964.


Grupo de Escoteiros em Frente à Igreja de São 
Boaventura em Canavieiras - Foto de Arquivo 
Pessoal

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Baduca, Um dos Últimos Coronéis do Cacau de Canavieiras

Coronel  Baduca, Um dos Membros  da  Poderosa 
Família Ribeiro de Canavieiras - Foto de Arquivo
 Pessoal


Canavieiras, a Princesinha do Sul, a mais linda e bem conservada cidade do ciclo do cacau, já teve os seus coronéis, todos da fase áurea desta cultura, isto é, quando ser fazendeiro de uma grande extensão de terras produtoras de cacau significava poder e poder significava ter dinheiro e comandar uma grande massa de trabalhadores e influenciar nas decisões políticas da cidade.

Baduca, nascido em 16-12-1882, foi um dos últimos coronéis do cacau de Canavieiras e ainda tinha um grande poder e, por isto, sempre eram levados em conta as suas opiniões sobre as mais diversas áreas e era muito respeitado pelas autoridades e manda-chuvas da cidade. A sua palavra poderia não ser uma lei, mas era levada em conta como se fosse.


Coronel Baduca em 20-07-1948 - Coronel
 do  Cacau  -  Canavieiras-BA  -  Foto  de
Arquivo Pessoal

A casa em que ele residia, em Canavieiras, foi demolida para a construção do forum da cidade, em estilo modernoso, de extremo mau gosto, que não de encaixa, em nada, na paisagem característica da cidade. É uma pena. 

Hoje, Canavieiras, não vive mais estes tempos, inclusive porque o cacau pouco representa para a economia da cidade e Canavieiras já não é uma cidade tão rica como no passado. Uma cidade que sustentava Salvador, a capital da Bahia.  

Coronel Baduca, de Pijama Listrada, em Sua Fazenda
 de Cacau em Canavieiras - Foto de Arquivo Pessoal

domingo, 21 de agosto de 2016

Algumas Fotos Antigas de Teophilo Mourranhy, o Fotógrafo de Canavieiras

Antônio  Ribeiro  de  Souza  aos  15 anos  em  26-06-1952 
- Foto de Teophilo  Mourranhy, o Fotógrafo de Canavieiras
  (O TM  está abaixo do lado direito da nota de Cr$ 500,00) 


Teophilo Mourranhy foi o principal fotógrafo de Canavieiras no Século XX, ele retratou os principais acontecimentos sociais e políticos da cidade bem como as paisagens e antigas construções que, se não fosse ele, não teríamos como relembrar o passado.

Ele foi um fotógrafo que sabia o que estava fazendo, fotografava fatos que achava que seriam valiosos no futuro e foi isto que ele fez. Assim, podemos ver como viviam as pessoas simples e comuns na primeira metade do século passado e no início da segunda metade do século XX.

Foto  do  Casamento  de Diógenes de Lyro 
Barbosa  e  Regina  da  Silva  Barbosa  em 
28-05-1949 - Foto de Teophilo Mourranhy, 
o Fotógrafo de Canavieiras

Ele, Teophilo Mourranhy, viveu em Canavieiras quando a fotografia ainda não era de uso corrente, pois neste tempo, pelo seu alto custo, só as pessoas de melhor condição financeira poderiam documentar, através de fotos, as mais importantes passagens de suas vidas.

Também não era fácil documentar as cenas externas, pois naquela época não existia os recursos que hoje normalmente usamos para fotografar e também para melhorar e editar as fotos caso desejemos dar-lhes um toque especial.

Rainha da Primavera de 1953 - Foto de
Teophilo  Mourranhy,  o  Fotógrafo   de
Canavieiras

O mais importante é que, em quase todas as suas fotos, ele coloca o tema e a data da fotografia. Assim, podemos situar no tempo quase todos os episódios por ele fotografados, o que nos dá a segurança da data exata dos fatos e acontecimentos.

Também ele não deixava de colocar, em suas fotos, a sua marca registrada: um T e um M maiúsculos sobrepostos. Assim, as fotos com estas iniciais não nos deixam dúvidas quanto ao autor: Teophilo Mourranhy, o fotógrafo de Canavieiras.

Praça da Cesta com a Cesta Original, Demolida nos Anos Setenta.
 Data  Provável  da Fotografia:  Anos  Quarenta.  Foto de Teophilo
                    Mourranhy, o Fotógrafo de Canavieira


Com as suas fotos podemos ver como eram as festas, o modo de vida e os costumes do povo de Canavieiras em meados do século passado. Não houve outro fotógrafo que documentasse tão bem a cidade e o seu povo.

Como podemos ver, a sua obra foi bem variada e, talvez, bastante vasta, já que ele atuou na cidade durante muitas décadas, fazendo a alegria dos coronéis do cacau e de suas famílias abastadas que podiam pagar para ter as lembranças de suas vidas impressas no papel.

O  Navio  Canavieiras  no  Rio  Pardo,  Vendo-se  ao  Fundo  a 
Prefeitura  Municipal  e a  Torre  da  Igreja de São Boaventura. 
Foto de Teophilo Mourranhy, o Fotógrafo de Canavieiras


    

domingo, 14 de agosto de 2016

A Praça da Bandeira em Canavieiras e as Suas Jóias da Arquitetura Cacaueira


Prefeitura Municipal - Praça da Bandeira - 
Canavieiras-BA

A Praça da Bandeira, no Centro Histórico de Canavieiras, é um dos lugares mais visitados pelos turistas que têm a oportunidade de visitar a cidade e é nesta praça que estão os prédios públicos mais representativos da cidade.

Em primeiro lugar podemos citar a Prefeitura Municipal, cuja construção foi iniciada e finalizada no século XIX, ocupando uma posição de destaque na referida praça. Sua inauguração formal se deu no ano de 1900 e a Intendência Municipal (antigo nome da Prefeitura Municipal) que funcionava em um pequeno prédio no Cais do Porto, pôde finalmente ser transferida para a Praça da Bandeira.


Câmara dos Vereadores - Praça da Bandeira - 
Canavieiras-BA

Outra construção que se destaca e dá charme a uma esquina da Praça da Bandeira é o prédio da Câmara Municipal, um típico casarão dos tempos áureos da cultura do cacau e dos garimpos dos diamantes do Rio Salobro.

Ela é uma das construções arquitetonicamente mais bonitas e elaboradas da cidade, fazendo com que a Praça da Bandeira seja considerada um dos conjuntos arquitetônicos mais ricos e conservados de todo o sul da Bahia, nos deixando a lembrança de como era a cidade no tempo dos coronéis do cacau.
Cadeia Pública - Atual Biblioteca Municipal - 
Praça da Bandeira - Canavieiras-BA - Foto de 
Regis Silbar


Outro ícone da beleza arquitetônica da Praça da Bandeira, no Centro Histórico de Canavieiras, é a Cadeia Pública, atual Biblioteca Municipal, por seu estilo simples e também por ser um dos mais representativos dos tempos áureos dos coronéis do cacau.

Ele, também, foi inaugurado no final do século XIX, quando a Praça da Bandeira estava sendo preparada para ser um dos principais espaços da cidade como o é ainda hoje. Ele é um dos monumentos mais fotografados pelos turistas que visitam Canavieiras. 



Secretaria de Educação - Praça da Bandeira - 
Canavieiras-BA - Foto de Regis Silbar


Do outro lado da Praça da Bandeira em relação à Prefeitura Municipal, encontra-se o prédio da Secretaria de Educação harmonizando-se com todo o conjunto de prédios públicos situados no perímetro da Praça da Bandeira.

Antes de ser Secretaria de Educação este prédio serviu ao judiciário local e não tinha as características atuais. Quando houve a preparação do prédio para servir à secretaria, houve também uma reforma do imóvel, que obteve, nesta ocasião, a sua fisionomia atual para que o conjunto arquitetônico da Praça da Bandeira ficasse harmonioso.