quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

O Portal da Cidade de Canavieiras

Esboço do Portal que Deverá Ser Construído em
Canavieiras

Canavieiras, em breve, ganhará, na entrada da cidade, um portal de extremo mau gosto que, ao invés de embelezar a entrada da cidade com a imagem de dois singelos animais nativos, estará poluindo visualmente o ambiente.

Isto não significa que os animais não devam fazer parte da composição do portal, mas sim participarem de uma forma mais elegante, com desenhos que se harmonizem entre si, formando uma única entidade visual conjuntamente com a paisagem.

O portal mais parece uma trave onde eram, antigamente, enforcadas as bruxas e piratas, tais como visto no filme "Os Piratas do Caribe". Quem projetou este portal não tem o mínimo de senso de estética e, por isto, deveria dar uma olhadela nos portais de outras cidades, muitas deles simples mas de muito bom gosto.

Esperamos que tenham bom senso e modifiquem o portal para que fique mais harmonioso e não seja alvo de piadas das cidades vizinhas ou dos próprios habitantes da cidade.

O monumento ao caranguejo, na Ilha de Atalaia, é um exemplo de bom gosto e, por isso, é muito fotografado pelos turistas. O portal da cidade também deveria ter esse objetivo: ser bonito, harmonioso e fotografado por todos.

Forca do Filme "Piratas do Caribe 3" Semelhante 
ao FuturoPortal da Cidade de Canavieiras

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Navio no Porto de Canavieiras - Foto Aérea Colorida

Navio no Porto de Canavieiras - Detalhe de Uma Foto Maior   

Esta foto aérea deve ser, mais provavelmente, da segunda metade da década de sessenta ou, menos provavelmente, do início da década de setenta do século passado e, por um acaso, teve a sorte de documentar, em cores, um navio ancorado no Porto de Canavieiras.

Pelo localização do navio, entre a Ponte do Lloyd e a Praça da Cesta, ele deveria pertencer à Companhia Bahiana de Navegação por está ancorado na antiga Ponte da Bahiana - ponte era o nome dado aos trapiches onde eram ancorados os navios no Porto de Canavieiras. A Ponte da Bahiana foi demolida quando da restauração do casario histórico do Cais do Porto.

Esta foto com um navio ancorado no Cais do Porto é a única colorida que conhecemos, o que foi um grande acontecimento, pois a intenção original do fotógrafo não era fotografar o navio, mas sim o Centro Histórico da Cidade, o navio foi apenas um detalhe não intencional mas, no entanto, foi mais do que um presente para a memória da cidade.

Navio no Porto de Canavieiras - Foto Aérea Colorida


sábado, 10 de dezembro de 2016

Manuscrito do Século XIX Deixado por Bernardino de Lyro Barbosa - Poeta de Canavieiras

Este manuscrito de Registro Familiar, em quatro páginas, foi escrito no século XIX por Bernardino de Lyro Barbosa, poeta de Canavieiras. Além dos dotes poéticos ele foi professor e guarda-livros (contador/escriturista) da Intendência Municipal (prefeitura).


Página 1 do Manuscrito de Registro Familiar de
Bernardino de Lyro Barbosa - Poeta de Canavieiras

Página 2 do Manuscrito de Registro Familiar de
Bernardino de Lyro Barbosa - Poeta de Canavieiras
Página 3 do Manuscrito de Registro Familiar de
Bernardino de Lyro Barbosa - Poeta de Canavieiras

Página 4 do Manuscrito de Registro Familiar de
Bernardino de Lyro Barbosa - Poeta de Canavieiras

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Bahia Foot-Ball Club - Talvez o Primeiro Clube de Fubebol de Canavieiras

Bahia Foot-Ball Club de Canavieiras - Foto de 19l0 - O Malho

Canavieiras já teve um bom time de futebol no início do século XX, que talvez até tenha sido o primeiro ou um dos primeiros times de futebol da cidade, que foi até alvo de uma reportagem do jornal O Malho, um dos mais importantes da época, que mais tarde se transformou de jornal em revista satírica.

Este time foi vencedor de algum campeonato que foi disputado em 1910 e, por isso, está ostentando, na foto, em suas camisas, as medalhas de prata que foram conquistadas.

Como podemos observar, a peça mais exótica do uniforme do time são os bonés que, hoje em dia não é mais usado por time nenhum, contudo, as bermudas que usam estariam em moda hoje em dia, já que não são largas e estão abaixo do joelho.

As camisas são de mangas compridas, que hoje só são usadas em regiões mais frias e que, na época, era usada no Brasil só para imitar os times europeus, principalmente os ingleses, localizados em uma região muito fria.

Ao lado, de terno, está a figura do juiz, que na época era chamado pela palavra inglesa "referee". Também, naquela época e até meados dos anos sessenta do século passado, lateral se chamava "offside", escanteio era "corner" falta era "foul", pênalti era "penalty" e assim por diante, tudo era em inglês.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

A Beleza da Antiga Cadeia Pública de Canavieiras

Cadeia Pública Municipal em 1990 - Foto de Regis Silbar

A beleza da arquitetura simples e despojada da Cadeia Pública de Canavieiras, situada na Praça da Bandeira, no Centro Histórico da cidade, é comparável a sua importância para a cidade, já que ela foi arquitetada para se harmonizar com a Prefeitura Municipal, que também estava sendo construída nos anos finais do século XIX, o século de ouro da cidade.

Durante toda a sua existência, o prédio, monumental, embelezou a Praça da Bandeira, servindo de presídio para os maus elementos que toda a sociedade tem. Quem passava em frente ao presídio, podia ver os prisioneiros vendo o tempo passar, às vezes sentados na soleira da janela.

O tempo passou, o prédio continua com a sua arquitetura simples e despojada e com a sua beleza cada vez mais radiante, contudo, a sua função mudou, e para muito melhor, o prédio agora abriga a Biblioteca Municipal, permitindo que todos tenham acesso às mais diversas publicações sem nada pagar.

Se você tiver algum livro e não o deseje mais, faça uma doação à biblioteca. A cidade agradece e nós também.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A Foz do Rio Pardo em Canavieiras

Foz do Rio Pardo com a Ilha de Atalaia em Segundo Plano
 e a Ilha de Canavieiras, com a Cidade, ao Fundo

A foz do Rio Pardo, um dos muitos rios que nascem em Minas Gerais e desaguam no Oceano Atlântico, fica ao sul da Ilha de Atalaia, uma das muitas ilhas que formam a cidade de Canavieiras, a Princesinha do Sul e uma das mais lindas cidades da Costa do Cacau.

Depois de percorrer muitos quilômetros e antes de desaguar no Oceano Atlântico, o Rio Pardo, em Canavieiras, é margeado por fazendas de Cacau, uma das riquezas que fizeram a cidade prosperar e ser uma das mais ricas do Estado da Bahia nos séculos XIX e XX, face às exportações do produto para os mercados mundiais.

A foz do Rio Pardo é muito movimentada, com embarcações transitando por suas águas rumo à cidade de Belmonte, que é ligada à Canavieiras através de uma hidrovia ladeada por ilhas paradisíacas onde a natureza ainda permanece virgem, aguardando todos que a desejam conhecê-la.

A foz do Rio Pardo é um lugar mágico onde a beleza de suas areias brancas mudam constantemente de lugar enquanto as águas do rio se misturam com as águas do Oceano Atlântico, dando aquele toque de magia que só os lugares abençoados por Deus podem ter.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Professora Florinda Ribeiro Barbosa - A Grande Educadora de Canavieiras

Professora Florinda Ribeiro Barbosa
 com a Indumentária de Formatura em
em 1938

A professora Florinda Ribeiro Barbosa, mais conhecida, em Canavieiras, como Professora Filuzinha ou simplesmente Filu, como era chamada pelos mais íntimos, foi uma professora, formada em Ilhéus, que amava a sua profissão e a sua cidade natal.

Em 1960 ela participou de um concurso público para a função de professora em Brasília que, na época, ainda não era a capital do Brasil. Ela passou em um dos primeiros lugares (página 15 do 1º caderno do Correio da Manhã de 14-02-1960) para exercer a função, mas ela desistiu da posse por amor à sua Canavieiras, embora o salário fosse muito maior e, além de tudo, ainda lhe seria cedido um apartamento funcional mobiliado de forma gratuita, para que ela pudesse se transferir para a futura capital.

Em Canavieiras, ela exercia a função de professora primária municipal e, além deste encargo, ela possuía uma das melhores e mais gabaritadas escolas da cidade: o Educandário São Boaventura, que funcionava na Rua do Brejo, em um lugar com um imenso terreno que dava os fundos para a Rua da Jaqueira e na frente funcionava um cartório, onde trabalhava o Sr. Joel das Neves.

A escola, além de receber os filhos dos mais ricos e abastados fazendeiros e comerciantes de Canavieiras, distribuía bolsas de estudos para os estudantes carentes que fossem aplicados e demonstrassem força de vontade nos estudos. Isto tudo numa época em que as escolas não recebiam benefícios do governo para a distribuição destes benefícios. Tudo era por sua própria conta.

Mas a sua vontade de ajudar o próximo não se restringia apenas à escola da qual ela dirigia e dava aulas. Ela fundou o FAC - Fraterno Auxílio Cristão - de Canavieiras, entidade voltada a ajudar os mais necessitados e aos desamparados, da qual foi a primeira dirigente.

Ela nasceu em Canavieiras em 8 de março de 1918 e veio a falecer em Salvador, mas todo o seu trabalho e atitudes a favor do próximo foram feitos em sua cidade natal.