sábado, 19 de julho de 2014

Canavieiras Informa: Alerta Sobre a Poeira de Demolições e Implosões

Você que tem filho, nunca deve se aproximar, ficar perto ou apreciar as implosões que acontecem periodicamente em cidades, principalmente nas maiores, onde sempre estão demolindo prédios para a construção de outros novos.

Esta poeira, tal como as das Torres Gêmeas, em Nova Iorque, são nocivas para a saúde e são de uma toxidade tão letal que, até mesmo depois de alguns anos, tal como a radioatividade, provoca câncer em muitos órgãos, principalmente nas vias respiratórias.

Ora, os governos, tanto federal, estaduais, como também os municipais, nunca tomaram a devida cautela e nunca tiveram o cuidado de alertar a população sobre os riscos provenientes da poeira oriunda de demolições programadas, feitas através de explosivos, onde engenheiros, operários e o público em geral estão expostos a esta nefasta poeira, que é composta de partículas de ferro, amianto, chumbo, cimento, alumínio, vidro, tintas plásticas, compostos orgânicos e inorgânicos e outras substâncias fantasticamente nocivas para a saúde humana e dos animais.

Este desleixo criminoso pode estar ceifando muitas vidas tão sorrateiramente que nem as próprias vítimas saberão, no futuro, qual a origem do seu mal. Eu olho, pela televisão, prédios sendo implodidos e aquela multidão à sua volta, admirando o espetáculo, sem estar ciente do grande mal que está causando a si próprio.

Hoje em dia todos sabem que poeira de demolição é "poeira tóxica" e nefasta a vida humana, mas nem todos têm a consciência, contudo as autoridades deveriam ter, pois pagam regiamente firmas especializadas para efetuarem o trabalho de demolição, através de implosões, e elas, moralmente, deveriam ter a obrigação de alertar os poderes públicos sobre a nocividade desta poeira, mas nada fazem. Sabem porque? Por interesses comerciais e financeiros, pois se levantarem a questão terão dificuldade em empreitar novas implosões, devido a pressão da opinião pública.

Tem gente que pensa assim: se veio assistir a demolição é porque quis, não temos nada com isto. Mas só que não é bem assim, porque as pessoas geralmente são incautas e até, mesmo as mais cultas, não são obrigadas a dominar todas as áreas de atividade e conhecimento humano. Então a obrigação do alerta deve ficar com as empresas o governo que tem a seu dispor um quadro de engenheiros especializados que deveriam e teriam a obrigação de saber e, se não soubessem, procurassem saber e alertassem a população sobre o perigo, que não é imaginário. É muito real.

Então estes engenheiros, com salários polpudos ou ridículos, mas que recebem salários e vivem destes salários, deveriam saber que não é só a poeira americana do Trade World Center que tem efeito tóxico e  que até hoje mata por câncer, porque a poeira americana do Pentágono também mata por câncer. Talvez eles pensem que só poeira americana de origem terrorista é que mate, porque é terrorista, mas  todos nós  sabemos que qualquer poeira de explosão, implosão, demolição ou colapso de quaisquer prédios são letais, danosas e nocivas à saúde humana.

Toda implosão, deveria ser alertada à população, pelo governo, através de avisos em televisão, rádio e correspondência endereçada às residências que ficassem nas proximidades da área que deveria ser isolada por medida de segurança.

Este isolamento, com a consequente evacuação da população, deveria ser obrigatório, não optativo, já que o risco de doenças letais não é ilusório, principalmente se a doença for o câncer, que não é de imediato, mas de longo prazo.

Se a pessoa em contato com a poeira for criança, vítima inocente que não tem vontade própria mas que é sempre dirigido por alguém, o risco potencial de desenvolver o câncer é muitas vezes potencializado e, por este motivo, é mais uma razão de ter evacuação obrigatória.

No ano passado, com o colapso e consequente desmoronamento de três edifícios em rua próxima ao Teatro Municipal, no Centro do Rio de Janeiro, todas aquelas pessoas que, de alguma forma, tiveram contato com a poeira tóxica, deveriam ser monitoradas e acompanhadas pelos serviços médicos do estado para prevenir as doenças decorrentes da poeira tóxica do desmoronamento. 

Mas como podemos querer que seja assim, se o Poder Público nem fiscalizou a obra que deu origem ao desmoronamento, que é um trabalho muito mais simples? E os os mortos que nem foram resgatados para terem uma sepultura digna, pois a ordem que foi  dada foi para desimpedir o local o mais rápido possível. Junto com os destroços foram os mortos, porque eles não eram pessoas importantes e influentes. Se entre os mortos houvesse algum governador, prefeito de cidade grande ou presidente, os destroços dos edifícios seriam peneirados até que todos fossem encontrados e não jogados no lixão juntos com os restos mortais dos edifícios. Sim porque os restos mortais dos edifícios tiveram mais respeito do poder público do que os restos mortais dos simples cidadães desta cidade.

Voltando ao assunto, mesmo que o estado não tivesse vontade, interesse ou meios de monitorar estas pessoas, elas, ao menos deveriam ser alertadas, para que, com os seus próprios recursos, tomassem as suas providências.

Fique sempre alerta, se proteja, não espere que o estado faça isto por você, porque o estado só protege a si próprio e a sua própria elite política e judiciária. Nem os ricos estão protegidos pelo estado, porque o estado não protege ninguém.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Festas Juninas em Canavieiras


Festa Junina em Canavieiras-BA no Ano de 1974 - Foto de
Arquivo 


Era uma tradição, em Canavieiras, no século passado, a realização de grandes festas juninas, onde todos participavam vestidos à caráter, com vestimentas bem elaboradas e, os rapazes, com o tradicional chapéu de palha davam um toque caipira àquela festa popular.

Eram três grandes festas no mês de junho, dedicadas a Santo Antônio, São João e São Pedro. Eram nestas festas que as quadrilhas dançavam embaladas pelas músicas típicas daqueles festejos e onde os pares bailavam ao som das sanfonas e outros instrumentos regionais.

Na década de cinquenta do século passado, as fogueiras pontilhavam pelas ruas, iluminando o ambiente e, no céu, os inúmeros balões desfilavam com as suas formas e cores, mais parecendo estrelas andantes do que simples objetos fabricados pelo homem.

As famílias se reuniam em frente às suas casas, sentadas em bancos e cadeiras e apreciavam o movimento se aquecendo próximo às fogueiras, que ardiam até ao raiar do dia. Eram realmente festas que a história não pode esquecer.     

quinta-feira, 10 de julho de 2014

As Águas Mornas, Quase Quentes, das Praias de Canavieiras


Praia da Costa na Ilha de Atalaia em Canavieiras - Foto de
Regis Silbar 

As águas oceânicas das maravilhosas praias da Ilha de Atalaia, em Canavieiras, são, por si só, uma das maiores atrações naturais que a cidade pode oferecer. Elas são normas, quase quentes, e deliciosas para o corpo, deixando a mente de quem nela se banha muito mais saudável.

Elas são quentes o ano inteiro, não importando a estação do ano em que se esteja: inverno, verão, outono ou primavera. As águas das praias de Canavieiras estão sempre na temperatura ideal para proporcionar o melhor bem estar possível.

Além da água na temperatura sempre agradável. as praias da Ilha de Atalaia, em Canavieiras, proporcionam, aos seus frequentadores, a sensação de estar no paraíso, tão monumentais são as belezas que emolduram o lugar.

Mas não é só isto, as águas das praias da Ilha de Atalaia, em Canavieiras, têm uma química muito especial, que dá um bronzeado excepcional à pele, deixando aquela corzinha que só o brasileiro gosta de ter e o estrangeiro gosta de imitar.

Quando você for a Canavieiras, não deixe de conhecer as maravilhosas praias da Ilha de Atalaia, onde São Boaventura, o santo padroeiro da cidade deixou as suas pegadas, abençoando o lugar, para que todos se encantassem com este paraíso terrestre.   

sábado, 31 de maio de 2014

O Prédio da Loja Maçônica União e Caridade em Canavieiras

Loja Maçônica União e Caridade - Canavieiras-BA - Século XX 

Este belo prédio, construído na primeira metade do século XX, na principal rua da cidade de Canavieiras, tem uma fachada ricamente ornamentada, com detalhes pouco comuns para a época em que foi construído.

O que mais chama a atenção em sua fachada são as suas quatro janelas frontais com arcos apuntados, uma forma fora dos padrões da arquitetura usada na região, mas que se harmoniza perfeitamente com a sobriedade do prédio. A quinta janela frontal, não foi construída em forma de arco apuntado, mas sim com ângulos de 90º em ambos os lados.

As janelas propriamente ditas são confeccionadas em madeira e se abrem em duas metades. Os vidros, em sua parte superior são coloridos, formando, em cada janela, quatro triângulos retângulos, com os ângulos de 90º graus voltados para o centro e para baixo, formando um belo padrão geométrico. As bandeiras (parte superior envidraçada) das janelas arcadas também são ricamente ornamentadas, contendo, cada uma, um triângulo em seu centro, com uma das vértices voltadas para cima. A janela frontal sem arco tem a bandeira com outro padrão geométrico de ornamentação.

No lado esquerdo da construção há um recuo, onde um muro, com trabalhada decoração típica da época, separa o pequeno jardim da rua. Nesta parte recuada da construção há uma porta com um arco de médio punto e janelas com ângulos retos, diferentes das outras que dão diretamente para a rua.

Fundada em 27 de dezembro de 1890, a Loja Maçônida União e Caridade, faz parte da história deste prédio, uma das jóias da arquitetura dos tempos áureos do cacau da cidade de Canavieiras, a Princesinha do Sul.  

segunda-feira, 26 de maio de 2014

A Origem do Nome da Rua Pão de Açúcar em Canavieiras

Rua Pão de Açúcar - Canavieiras-BA - Foto de Regis Silbar


Até o final da década de sessenta ou, talvez, até o início da década de setenta do século passado, existia, em Canavieiras uma grande e gigantesca duna de areia alva e com grãos tão finos que chegavam a impressionar. Esta duna se elevava às alturas próxima à margem do Rio Patipe, no bairro da Birindiba. 

A duna era famosa em toda a cidade e era conhecida pelo sugestivo nome de Pão de Açúcar, pois os grãos de areia eram tão finos e brancos que, de longe,  pareciam um enorme montanha de açúcar. O pão foi colocado no nome devido à forma semi-esférica do monte. 

 Assim, podemos dizer, com certeza, que o nome Pão de Açúcar, dado à rua, em Canavieiras, não é uma homenagem à famosa pedra que emoldura a entrada da Baia de Guanabara, no Rio de Janeiro, mas sim uma homenagem à memória da extinta duna de areia que existia no local. 

Hoje esta imensa duna de areia não existe mais. Ela, provavelmente foi usada como material de construção e outras atividades afins. Mas uma coisa podemos afirmar com certeza: ela não foi levada pelo vento, pois o vento não destrói duna, o vento a muda de lugar.

sábado, 26 de abril de 2014

Biribiri - A Fruta dos Quintais das Casas de Canavieiras

Biribiri - Averrhoa bilimbi - A Fruta dos Quintais de Canavieiras


O biribiri é uma das fruta mais azedas que existem, pois contêm um alto teor de ácido oxálico. Ela é originária das Índias e dos países do sudeste asiático e foi introduzido no Brasil pela Amazônia, através do Guiana Francesa, por isto é chamada também de limão-de-Caiena, que é o nome da capital deste Departamento Francês. 

O seu nome científico é Averrhoa bilimbi e as árvores da espécie alcançam até dez metros de altura. Os frutos contêm um alto índice de vitamina C e, quando maduros, este índice aumenta significativamente, porém, a sua ingestão é desagradável, devido ao seu azedume.

Porém, o biribiri é usado, com sucesso, na culinária, substituindo o limão e dando maior sabor aos pratos preparados com ele ao invés do limão. Ele é fácil de ser colhido na hora do preparo dos quitutes, pois a frutificação se dá nos   troncos e galhos ao alcance das mãos.

Em muitos quintais de Canavieiras o biribiri é plantado junto à porta da cozinha. É só sair e colher alguns frutos para o preparo dos pratos típicos da cidade. Quando você for a Canavieiras não deixe de conhecer o sabor do biribiri, a árvore dos quintais de Canavieiras. 



Biribiri - Averrhoa bilimbi - A Fruta dos Quintais de Canavieiras