terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A Cesta - O Monumento Mais Representativo de Canavieiras

Praça da Cesta - Data Provável da Foto Anos 40 - Canavieiras-BA

No Cais do Porto, em uma praça frontal ao Rio Pardo, no Centro Histórico, ergue-se o monumento mais representativo e icônico de Canavieiras, que por sua beleza e simplicidade encanta a todos dando um toque especial à praça onde se encontra.

Não é um prédio histórico, nem uma igreja, nem um monumento erguido em louvor a algum político aproveitador que enganou o povo da região. É apenas um coreto em forma de cesta, erguido logo nos primeiros anos do século XX, destruído por um prefeito que sofria levemente das faculdades mentais e reconstruído, levando-se em conta os aspectos originais,  quando da recuperação do Centro Histórico da cidade.


Praça da Cesta - Canavieiras-BA

Este pequeno monumento - um coreto, já participou de quase todos os bons momentos da vida cívica, social e política da cidade, recebendo inclusive, um candidato vencedor à presidência da república, o nosso amado Juscelino Kubitschek.

Em sua volta já tocaram todas as filarmônicas de Canavieiras, desde a 2 de Janeiro, passando pela Lyra do Commércio até a extinta Medéia, animando e divertindo quem lá se encontrasse, seja quem fosse, rico ou pobre, pois sendo uma cidade pequena, todos se reuniam em um só lugar, mesmo porque não tinham outras opções.

Praça da Cesta - Canavieiras-BA

O atual coreto em forma de cesta, mesmo sendo uma cópia, deve ser preservado para a posteridade como forma de passar para as gerações futuras como era o ambiente de uma rica cidade pequena do interior da Bahia.


Praça da Cesta - 1920 - Canavieiras-BA


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Canavieiras: Da Riqueza Opulenta à Pobreza Indolente e os Seus Belos Monumentos do Passado

Casarão Decadente no Centro Histórico de Canavieiras-BA - Foto de Regis
 Silbar

Canavieiras, cidade banhada pelos rios Pardo e Cipó e pelo Oceano Atlântico, já foi, no passado, uma rica cidade, onde a ostentação dos poderosos se traduzia nas construções de belos e suntuosos casarões, com a arquitetura típica dos tempos áureos do cacau, cheios de detalhes e enfeites em suas fachadas, tão harmoniosamente belas que até hoje causam surpresa e admiração aos que visitam a cidade.

Nesta época, os ricos coronéis do cacau não se importavam em conter gastos quando se tratava da construção de suas residências, que deveriam ser, sempre, mais bonitas e elegantes do que as residências dos outros coronéis do cacau.

A cidade, então, em seu centro histórico, era a celebração da ostentação pela ostentação e, em decorrência, pontilhavam casarões, arquitetonicamente belos, enfeitando a cidade e dando prestígio aos seus ilustres ocupantes.

Casarão em Ruínas no Centro Histórico de Canavieiras-BA -
Foto de Regis Silbar

Nesta época, compreendida entre meados do século XIX e um pouco depois da metade do século XX, a cidade de Canavieiras sustentava, com a sua riqueza, todo Estado da Bahia, com os fundos proveniente da cultura do cacau e da lavra de diamantes nos cascalhos do Rio Salobro.

O tempo passou, os diamantes foram embora, deixando apenas os cascalhos submersos nas águas do rio, que rolam, vagarosamente, em direção ao mar, onde um dia chegarão e virarão grãos de areia que farão parte da paisagem e ficarão molhados para sempre pelas águas do mar.

O tempo passou também para o cacau, com as suas lavouras dizimadas pela praga conhecida como vassoura-de-bruxa, uma espécie de fungo mortífero para o cacaueiro e mortífero também para a economia da cidade, que quase sucumbiu, deixando muito desemprego e espalhando a pobreza em uma terra que já foi rica, favorecida pelos frutos dourados do cacau.

Casarão na Rua dos Artistas em Canavieiras-BA - Foto de
 Regis Silbar

Talvez, se tudo der certo com o novo cacau desenvolvido cientificamente para resistir à vassoura-de-bruxa, a economia da cidade, baseada na lavoura deste fruto dos deuses, volte a se desenvolver, mas nada será mais como antes, pois a produção deste fruto se deslocou para as florestas da África Ocidental, onde provavelmente, algumas lavouras poderão sofrer contaminação pelo vírus do ebola e disseminar a doença no mundo ocidental, grande consumidor de chocolate, que será feito com frutos contaminados por fluídos corporais durante o processo de colheita e secagem.

Hoje a população da cidade vive quase exclusivamente da Bolsa Família, programa desenvolvido pelo governo que preferiu não dar prioridade à educação e sim ao clientelismo, distribuindo migalhas a uma população que prefere não trabalhar para não perder a Bolsa Indolência. E só olhar as filas nas Casa Lotéricas, com pessoas aptas para o trabalho que dão preferência à indolência  ao invés de laboriar.

Mas, enfim, mesmo pobre, a cidade ainda conserva a bela arquitetura do passado, que um dia poderá gerar uma nova riqueza, desta vez proporcionada pelo turismo que está se desenvolvendo lentamente na cidade, que já foi chamada de "Princesinha do Sul".   

Casarão Decadente com Cobertura Ofuscando a sua Beleza -
Centro Histórico de Canavieiras - Foto de Regis Silbar
     

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Estádio Municipal de Canavieiras - O Campo de Futebol

Estádio Municipal de Canavieiras - Localizado no Meio de
 um Manguezal

Ele já foi um estádio muito frequentado pelo povo de Canavieiras no tempo em que a cidade não tinha televisão e os jogos de futebol eram uma das poucas diversões que reunia a população em um único lugar para comemorar a vitória ou lamentar a derrota do time do lugar.

Ele foi construído dentro de uma área de manguezal, que hoje seria classificada como área proteção ambiental e não sujeita a edificações. Contudo, quando ele foi construído o pensamento era outro e a conservação ambiental não estava entre as principais prioridades.

Hoje, o estádio se encontra quase que abandonado, não passando de um lugar que causa vergonha aos moradores da cidade, principalmente quando recebe um time de outra cidade. O seu estado causa uma grande má impressão a quem nele joga ou assiste um jogo. É de lamentar.  

No meados do século passado, quando havia jogo no estádio, era um dia de festa. As famílias iam prestigiar em peso e compravam roletes de cana que eram vendidos pelos ambulantes e passavam o jogo a degustá-los. Era realmente uma diversão.

Pedimos às autoridades da cidade para olharem com mais carinho o principal estádio de Canavieiras que, embora seja muito simples é para os moradores da cidade um lugar que deve ser preservado, pois ele existe há mais de setenta anos e já faz parte da história da cidade.

domingo, 2 de novembro de 2014

O Cemitério Municipal de Canavieiras

Cemitério Municipal de Canavieiras

O Cemitério Municipal de Canavieiras, devido a sua importância história e a sua antiguidade, foi parcialmente inaugurado na década de oitenta do século XIX, deveria estar incluído entre as atrações históricas e turísticas da cidade.

Nele eram sepultados os membros das famílias mais ilustres da cidade, quando a mesma (a cidade) era comandada pelos coronéis do cacau e, por isto, estes túmulos fazem parte de uma época, bem como a sua peculiar arquitetura.

Mesmo depois de tantas reformas e reinaugurações, o cemitério ainda conserva os túmulos dos mais ilustres e antigos moradores da cidade. Um breve passeio no cemitério  de Canavieiras é voltar ao tempo de um passado que não volta mais.      

sábado, 1 de novembro de 2014

O Prédio dos Correios de Canavieiras

Prédio dos Correios de Canavieiras - Fevereiro de 2012

O prédio onde funciona os correios, em Canavieiras, foi construído na primeira metade do século XX, na pracinha que fica nos fundos do imponente prédio do século XIX onde funciona a Prefeitura Municipal da cidade.

O prédio, de linhas simples e com um só pavimento, mantem a mesma aparência desde a sua inauguração, porém, destoando, um pouco, do conjunto arquitetônico do qual faz parte, no Centro Histórico de Canavieiras.


Prédio dos Correios de Canavieiras - Ano 1954

Quando o prédio foi inaugurado era rodeado por um areal branco onde nasciam ervas daninhas das mais variadas espécies, mas com o tempo, a paisagem foi mudando e hoje uma pequena praça totalmente urbanizada adorna o seu contorno.

Árvores frondosas separa o prédio do correio do prédio da prefeitura, dando um toque especial à paisagem e deixando o lugar mais fresco e aprazível. Como no  prédio funciona o único correio da cidade, todos os canavieirenses o conhecem muito bem e, para todos, seria muito bom que o prédio continuasse lá por muito mais empo, fazendo parte da paisagem da cidade. 


Prédio dos Correios de Canavieiras - Foto mais Antiga com 
Data Indeterminada

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Quadros a Óleo de Figuras Humanas Elaborados e Pintados por Regis Silbar - Canavieiras-BA

Menino Sentado - Quadro a Óleo Desenhado e Pintado por Regis Silbar


Nudez - Quadro a Óleo Desenhado e Pintado por Regis Silbar


Mulher na Sauna - Quadro a Óleo Desenhado e Pintado por Regis Silbar


Mãe e Filha em Preto e Branco - Quadro a Óleo Desenhado e Pintado por
Regis Silbar


O Olhar da Madona - Quadro a Óleo Desenhado e Pintado por Regis Silbar


Mãe e Filho em Sala Amarela - Quadro Elaborado e Pintado por Regis Silbar


Mãe e Filho em Marrom - Quadro a Óleo Desenhado e Pintado por
Regis Silbar


A Família - Quadro a Óleo Desenhado e Pintado por Regis Silbar

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Quatro Antigos Sobrados da Rua do Brejo (General Pederneiras) - Centro Histórico de Canavieiras


Quatro Antigos Sobrados - Rua do Brejo - Canavieiras-BA


Na Rua do Brejo, no Centro Histórico de Canavieiras, um conjunto de quatro antigos sobrados, um ao lado do outro, embelezam e dão um toque especial no Conjunto Arquitetônico que envolve as cercanias do Cais do Porto.

Este conjunto de sobrados, ainda com todos os seus atributos e características originais, lembram os tempos em que os coronéis do cacau andavam, de terno e gravata, pelas ruas onde os capins de corda nem sempre escondiam as areias brancas que as pavimentavam.

Naqueles antigos tempos esta região concentrava toda a vida financeira e social da cidade e, por isto, estes prédios representam, devido a sua localização e arquitetura, uma parte  da história da cidade que foi, no início do século XX, um dos centros mais agitados do Estado da Bahia.