sábado, 7 de março de 2015

Um Grande Crime Ecológico no Porto de Canavieiras





Porto  de  Canavieiras  -  Aterrado  com  Uma 
Camada de Areia Retirada da Praia da Costa - 
Foto de Regis Silbar


Um grande crime ecológico aconteceu recentemente em Canavieiras e talvez ninguém deve ter dado a devida atenção ao caso, mesmo sendo o seu patrocinador a mesma pessoa que aterrou o grande manguezal que outrora emoldurava as margens do Rio Patipe na Ilha de Canavieiras.

Esta pessoa que cometeu este grave crime ecológico, aterrando com areia proveniente da Praia da Costa o Porto de Canavieiras é um ex-prefeito que atualmente ocupa novamente a mesma função e é um reincidente em crimes ambientais de dimensões homéricas. Ela é uma grande destruidora da vegetação nativa do entorno de Canavieiras e deve ser evitada, por todas as pessoas de bem, por ter cometido e ainda cometer grandes crimes ecológicos contra a nossa cidade.

A metade da área do Cais do Porto aterrada, em Canavieiras, era, até o seu aterramento, um berçário de um crustáceo chamado popularmente de chama-maré, um pequeno caranguejo do gênero uca, muito abundante na área lamacenta destruída pelo nefasto prefeito de Canavieiras.

A outra metade do porto, felizmente, ainda conserva a sua vegetação original, um capim que só cresce em áreas alagadiças e onde a fauna da região pode proliferar normalmente, dando vida e fazendo a felicidade de todos aqueles que amam a natureza.

Eu não sei onde andava o IBAMA que não viu ou não quis ver esta aberração no Cais do Porto ou o Ministério Público de Canavieiras que, como o IBAMA também não viu ou não quis ver este gravíssimo crime ecológico praticado por quem deveria cuidar para que nada de ruim viesse a acontecer na cidade.   

Embora este blog não seja político, e não seja feito para criticar nominalmente os políticos que controlam a cidade, não podemos, desta vez, deixar de nominar a pessoa que tomou mais uma iniciativa de destruir o meio-ambiente da nossa cidade.


Porto de  Canavieiras  -  Aterrado com Uma 
Camada de Areia Retirada da Praia da Costa
 - Foto de Regis Silbar




quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Hidroaviões no Hidroporto do Rio Pardo em Canavieiras






Hidroavião Sikorsky S-43 - Prefixo PP-PAW - 
da   Panair   do   Brasil   no   Rio   Pardo    em 
Canavieiras-BA



Canavieiras, no sul do Estado da Bahia, já foi, no passado, uma das cidades mais importantes do Brasil. Nela, o dinheiro rolava, proveniente dos diamantes do Rio Salobro e das  plantações de cacau que faziam a felicidade dos governadores que enchiam os seus cofres com o dinheiro fácil que vinha desta rica cidade.

Nesta época, o dinheiro abundante da cidade atraia as nascentes companhias de aviação comercial que, para servir a cidade, usavam o Rio Pardo, o rio que banha a cidade, como campo de pouso, por ausência de um aeroporto em terra firme, mas que, pouco tempo depois, seria construído e inaugurado. 


Hidroavião Não Identificado no Porto do Rio
 Pardo em Canavieiras-BA

Nesta época, a cidade era uma riqueza só e importava quase tudo da Europa, desde as mais valiosas jóias para enfeitar os corpos das mulheres que frequentavam a elite da cidade, como também os itens alimentícios mais sofisticados que os barões do cacau tanto apreciavam.

Para que estes itens valiosos fossem transportados, era necessário que houvesse agilidade, para que também houvesse segurança e rapidez. Foi aí que entraram as nascentes empresas aéreas para que este transporte com agilidade fosse realizado.



Hidroavião Não Identificado no Porto do
 Rio Pardo em Canavieiras-BA


Também devido à falta de estradas, o transporte de passageiros, que anteriormente era feito por canoas, barcos e navios, passou a ser feito por estas companhias aéreas, entre as quais se destacava a Panair do Brasil, que mais tarde se tornou a maior empresa de aviação comercial do Brasil, sucumbindo, porém, anos mais tarde, à ditadura brasileira nos anos sessenta.

Passageiros não faltavam, a cidade era um grande centro político e comercial e  não haviam estradas para que as pessoas fossem transportadas. Foi uma mina de ouro para estas companhias que transportavam os seus ricos passageiros para Ilhéus, Salvador e Rio de Janeiro, para que eles pudessem gastar o seu rico dinheiro nestas cidades.


Hidroavião Sikorsky S-43 - Prefixo PP-PAW - 
da   Panair   do   Brasil   no   Rio   Pardo    em 
Canavieiras-BA

Até para as curtas distâncias, nesta época, era usado o avião. De Canavieiras para Belmonte ou do Rio Pardo para o Rio Jequitinhonha, se ia de avião, com uma grande rapidez. Tempos áureos estes para Belmonte, que nesta época era uma cidade que tentava se firmar, mas o tempo passou e ela entrou em uma solene decadência que dura até hoje.

Hoje Canavieiras possui um ótimo aeroporto em terra firme, mas nenhuma companhia aérea a serve mais, a cidade empobreceu, só restou o antigo fausto presente nas belas construções que pouco a pouco vão sendo destruídas aos olhares complacentes do Poder Público.   


Hidroavião Não Identificado no Porto do
Rio
 Pardo em Canavieiras-BA




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Cemitério de Automóveis na Praça da Bandeira - Uma Vergonha Para Canavieiras





Cemitério de Automóveis na Praça da Bandeira
 - Centro Histórico de Canavieiras - Vergonha de 
Municipal - Foto de Regis Silbar



Num dos principais pontos turísticos de Canavieiras, a Praça da Bandeira, situada no miolo do Centro Histórico, encontra-se em plena via pública, uma das principais vergonhas de Canavieiras, o cemitério de automóveis patrocinado pela Prefeitura Municipal e pela Delegacia de Polícia Civil, ambas situadas na mesma praça.

O caso é tão vergonhoso e inusitado que até passa despercebido aos olhares das autoridades de plantão, que só devem se preocupar com outras motivações mais lucrativas. Mas o fato é que o cemitério está lá, deixando todos os canavieirenses envergonhados com tal descaso em um dos seus principais pontos turísticos.

Este cemitério de automóveis está estrategicamente localizado entre o prédio da Prefeitura e a Biblioteca Municipal, duas das Sete Maravilhas de Canavieiras e bem próximo ao jornal O Tabu, que até o momento, também não se deu conta de tal aberração.

O Ministério Público de Canavieiras, que deveria zelar pelo bem estar da cidade, também parece que não anda com os olhos bem abertos, e por isso, também, ainda não enxergou tal situação, como também não enxergou, até o momento, a denominação dada ao Centro Histórico, nomeado com o nome de um político ainda muito bem vivo, contrariando a nossa lei.

Mesmo com todos estes infortúnios, não deixe de conhecer Canavieiras e os seus pontos turísticos, mesmo que eles estejam sendo desmerecidos por pessoas que deveriam zelar pela cidade e pelos seus monumentos dos tempos áureos do cacau. 




domingo, 15 de fevereiro de 2015

A Grande Reunião dos Santos da Igreja de São Boaventura de Canaveiras






A Grande Reunião dos Santos da Igreja de São 
Boaventura em Canavieiras - Foto de Regis Silbar


Você já imaginou, todas as imagens de santos de uma igreja reunidas em um só lugar? Pois este fato inédito realmente aconteceu na Igreja de São Boaventura, em Canavieiras, durante as obras de reforma e recuperação da parte externa e do interior da igreja.

A reunião dos santos emanava uma beleza sem igual. juntando em um só lugar uma quantidade de obras de arte de valor incalculável, que irradiavam e iluminavam as almas dos fiéis com uma aura de espiritualidade que confortava a mente e dava paz ao espírito.

Nesta reunião  as imagens de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, São Boaventura, Sagrado Coração de Jesus, São Judas Tadeu com o Menino Jesus, Santo Antônio (2 imagens) e a beata Bernadete Soubirous, pareciam aguardar a volta aos seus respectivos altares para continuarem com a sua missão de zelar pelo povo de Canavieiras.

Quando você for a Canavieiras, não deixe de visitar a Igreja de São Boaventura, uma das mais belas do Estado da Bahia, mesmo se você não for católico, pois a todos é permitido a entrada, não havendo nenhuma restrição a seguidores de outras religiões . 
    

Igreja de São Boaventura em Canavieiras - Foto 
de Regis Silbar




segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

A Avenida Canavieiras em Ilhéus Através dos Tempos





Avenida Canavieiras - Ilhéus-BA - Ainda
 em seus Primeiros Tempos de Existência 



A Avenida Canavieiras, uma das principais vias da cidade de Ilhéus, tem muita história para contar: de uma rua simples e singela, tornou-se uma rua importante e algum tempo depois entrou em decadência, tornando-se um lugar não muito seguro para quem nela passa.

O seu aspecto atual não é nada agradável, basta chuver um pouco  e toda a rua se transforma em um grande rio que vai deitando lama em toda a sua extensão. Todo o seu casario está em franca decadência, nada lembrando o belo passado que já teve.

d
Avenida Canavieiras - Ilhéfus-BA - em 1955 - 
uma Rua Moderna e Desenvolvida


A Avenida Canavieiras, em Ilhéus, também já teve os seus dias de glória, principalmente na década de cinquenta do século passado, quando a avenida tornou-se uma das principais vias da cidade, recebendo construções modernas e elegantes.

Sendo, talvez, a primeira via a ser asfaltada no Estado da Bahia, recebeu, festivamente, para jogar em seu leito a primeira pá de asfalto, o presidente Jânio Quadros, que acompanhado de grande comitiva, tornou a solenidade um ato para a posteridade.  


O Presidente  da  República  Jânio  Quadros, com a 
Primeira Pá de Asfalto na Mão para a Pavimentação
 da Avenida Canavieiras em Ilhéus


A Avenida Canavieiras, em Ilhéus, é uma homenagem à cidade de Canavieiras, localizada no sul da Bahia e outrora uma grande produtora de cacau e diamantes e hoje, sobrevivendo apenas à base de bolsa família e da atividade pesqueira. 

Também a cidade - de Canavieiras - procura viver do turismo, mas com os preços cobrados pelas pousadas e hotéis da cidade, fora de qualquer realidade econômica, os turistas preferem ir para Porto Seguro, onde os preços cobrados pelas pousadas e hotéis são menos da metade do preço cobrado em Canavieiras.



Avenida Canavieiras, Esquina com a Rua da 
Linha em Dia de Alagamento  -  Ilhéus-BA -
 Foto www.pimenta.blog.br




terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A Cesta - O Monumento Mais Representativo de Canavieiras





Praça da Cesta - Data Provável da Foto Anos 40
 - Canavieiras-BA - Foto de Teophilo Mourranhy



No Cais do Porto, em uma praça frontal ao Rio Pardo, no Centro Histórico, ergue-se o monumento mais representativo e icônico de Canavieiras, que por sua beleza e simplicidade encanta a todos dando um toque especial à praça onde se encontra.

Não é um prédio histórico, nem uma igreja, nem um monumento erguido em louvor a algum político aproveitador que enganou o povo da região. É apenas um coreto em forma de cesta, erguido logo nos primeiros anos do século XX, destruído por um prefeito que sofria levemente das faculdades mentais e reconstruído, levando-se em conta os aspectos originais,  quando da recuperação do Centro Histórico da cidade.


Praça da Cesta - Canavieiras-BA

Este pequeno monumento - um coreto, já participou de quase todos os bons momentos da vida cívica, social e política da cidade, recebendo inclusive, um candidato vencedor à presidência da república, o nosso amado Juscelino Kubitschek.

Em sua volta já tocaram todas as filarmônicas de Canavieiras, desde a 2 de Janeiro, passando pela Lyra do Commércio até a extinta Medéia, animando e divertindo quem lá se encontrasse, seja quem fosse, rico ou pobre, pois sendo uma cidade pequena, todos se reuniam em um só lugar, mesmo porque não tinham outras opções.

Praça da Cesta - Canavieiras-BA


O atual coreto em forma de cesta, mesmo sendo uma cópia, deve ser preservado para a posteridade como forma de passar para as gerações futuras como era o ambiente de uma rica cidade pequena do interior da Bahia.



Praça da Cesta - 1920 - Canavieiras-BA - Foto
de Teophilo Mourranhy





quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Canavieiras: Da Riqueza Opulenta à Pobreza Indolente e os Seus Belos Monumentos do Passado






Casarão Decadente no Centro Histórico de 
Canavieiras-BA - Foto de Regis Silbar


Canavieiras, cidade banhada pelos rios Pardo e Cipó e pelo Oceano Atlântico, já foi, no passado, uma rica cidade, onde a ostentação dos poderosos se traduzia nas construções de belos e suntuosos casarões, com a arquitetura típica dos tempos áureos do cacau, cheios de detalhes e enfeites em suas fachadas, tão harmoniosamente belas que até hoje causam surpresa e admiração aos que visitam a cidade.

Nesta época, os ricos coronéis do cacau não se importavam em conter gastos quando se tratava da construção de suas residências, que deveriam ser, sempre, mais bonitas e elegantes do que as residências dos outros coronéis do cacau.

A cidade, então, em seu centro histórico, era a celebração da ostentação pela ostentação e, em decorrência, pontilhavam casarões, arquitetonicamente belos, enfeitando a cidade e dando prestígio aos seus ilustres ocupantes.

Casarão em Ruínas no Centro Histórico de
 Canavieiras-BA - Foto de Regis Silbar

Nesta época, compreendida entre meados do século XIX e um pouco depois da metade do século XX, a cidade de Canavieiras sustentava, com a sua riqueza, todo Estado da Bahia, com os fundos proveniente da cultura do cacau e da lavra de diamantes nos cascalhos do Rio Salobro.

O tempo passou, os diamantes foram embora, deixando apenas os cascalhos submersos nas águas do rio, que rolam, vagarosamente, em direção ao mar, onde um dia chegarão e virarão grãos de areia que farão parte da paisagem e ficarão molhados para sempre pelas águas do mar.

O tempo passou também para o cacau, com as suas lavouras dizimadas pela praga conhecida como vassoura-de-bruxa, uma espécie de fungo mortífero para o cacaueiro e mortífero também para a economia da cidade, que quase sucumbiu, deixando muito desemprego e espalhando a pobreza em uma terra que já foi rica, favorecida pelos frutos dourados do cacau.

Casarão na Rua dos Artistas em Canavieiras-BA
 - Foto de Regis Silbar


Talvez, se tudo der certo com o novo cacau desenvolvido cientificamente para resistir à vassoura-de-bruxa, a economia da cidade, baseada na lavoura deste fruto dos deuses, volte a se desenvolver, mas nada será mais como antes, pois a produção deste fruto se deslocou para as florestas da África Ocidental, onde provavelmente, algumas lavouras poderão sofrer contaminação pelo vírus do ebola e disseminar a doença no mundo ocidental, grande consumidor de chocolate, que será feito com frutos contaminados por fluídos corporais durante o processo de colheita e secagem.

Hoje a população da cidade vive quase exclusivamente da Bolsa Família, programa desenvolvido pelo governo que preferiu não dar prioridade à educação e sim ao clientelismo, distribuindo migalhas a uma população que prefere não trabalhar para não perder a Bolsa Indolência. E só olhar as filas nas Casa Lotéricas, com pessoas aptas para o trabalho que dão preferência à indolência  ao invés de laboriar.

Mas, enfim, mesmo pobre, a cidade ainda conserva a bela arquitetura do passado, que um dia poderá gerar uma nova riqueza, desta vez proporcionada pelo turismo que está se desenvolvendo lentamente na cidade, que já foi chamada de "Princesinha do Sul".   

Casarão Decadente com Cobertura Ofuscando a 
sua Beleza - Centro Histórico de Canavieiras - 
Foto de Regis Silbar