quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Os Jumentos e a Cultura do Cacau em Canavieiras e no Sul da Bahia

Tropa de Jumentos com Carregamento de Cacau 
para Ser Embarcado em Barcaças em Direção ao
 Porto para Exportação


Do final do século XIX até quase o final do século XX, quando a cultura do cacau representava quase a totalidade da economia da Costa do Cacau, não existia estradas e o único caminho para o cacau deixar as fazendas era através dos rios da região que, por sinal, são muitos e caudalosos, permitindo, assim, que grandes barcaças navegassem facilmente em suas águas.

Mas, para o cacau ser transportado até a beira dos rios, onde as barcaças ficavam ancoradas, o único meio de transporte que havia eram os jumentos e, por isso, eles eram criados em grande quantidade para esta finalidade.

Esses animais eram muito úteis, pois além de carregar grandes quantidades de sementes sem reclamar, eles também podiam, com facilidade, transitar entre os pés de cacau, o que era impossível, naquele tempo, para outros meios de transporte.

Era muito comum que tropilhas de jumentos se locomovessem em grandes distâncias, carregando as sementes de cacau de fazendas até a beira dos rios para serem embarcadas e transportadas para os portos da região, que estavam localizados em Ilhéus, Una, Canavieiras e Belmonte.

Em Canavieiras, o porto estava localizado no Rio Pardo e era chamado de Porto Grande, como ainda o é nos dias de hoje. Este porto recebia navios pequenos e médios, já que o Rio Pardo permitia, por sua profundidade, a navegação destes navios.

Como o atracadouro das canoas e barcaças ficava também no Porto Grande, tudo se resolvia ali mesmo com facilidade, porque as casas especializadas na negociação das sementes também se localizavam próximas ao porto. Logo depois as sacas com das sementes eram guardadas em armazéns para serem embarcadas nos navios em direção aos centros consumidores.

Nenhum comentário:

Postar um comentário